O pai e os dois filhos: perdão, retorno e ressentimento
A parábola conhecida como a do filho pródigo integra a resposta de Jesus às críticas por receber pecadores. Além da saída e do retorno do filho mais novo, o relato dá grande atenção à atitude do irmão mais velho (Lc 15.1,2,11-32).
O afastamento e a volta
O filho mais novo pediu sua parte dos bens e partiu. Depois de dissipar seus recursos, enfrentou necessidade. Reconheceu sua condição e preparou-se para voltar, confessando que havia pecado. Sua volta não apagava o erro; expressava o reconhecimento de que não poderia continuar daquele modo (Lc 15.11-20).
O acolhimento do pai
O pai o recebeu com compaixão e promoveu uma celebração. A restauração é apresentada como motivo de alegria, não como recompensa por uma vida correta. O amor do pai não transforma a vida distante de casa em algo bom, mas mostra a disposição de acolher o filho que voltou (Lc 15.20-24).
O filho que não quis entrar
O irmão mais velho se indignou e apresentou seus anos de serviço como motivo de comparação. O pai saiu também ao seu encontro. O final aberto leva o ouvinte a examinar a própria resposta à misericórdia. Podemos estar próximos das atividades religiosas e resistir à alegria pelo arrependimento de alguém. A parábola nos chama tanto a voltar quanto a abandonar a dureza contra quem é acolhido (Lc 15.25-32).
