Uzias
(Heb. “o Senhor é minha força”).
1. Rei de Judá, governou aproximadamente de 791 a 740/39 a.C. O relato mais longo sobre ele encontra-se em 2 Crônicas 26, que diz que ele reinou por 52 anos. Governou como co-regente junto com seu pai Amazias, o qual, nos primeiros anos de seu reinado, provavelmente estava preso no reino do Norte. Sua mãe chamava-se Jecolia e era de Jerusalém. Uzias liderou Judá num período de grande prosperidade que culminou num rápido declínio (2 Reis 15.1-7 chama-o de Azarias).
O cronista deseja que o leitor entenda que, assim como seu pai Amazias, Uzias teve grande sucesso “enquanto buscou ao Senhor” (v. 5). Certamente na primeira parte de seu reinado ele “fez o que era reto aos olhos do Senhor” (v. 4) e isso trouxe a bênção de Deus nas lutas contra os filisteus, árabes e amonitas. Durante este tempo, Uzias era ensinado sobre a fé por um profeta chamado Zacarias, o qual é mencionado somente neste texto (v. 5). A fama deste rei espalhou-se muito além das fronteiras de Judá e chegou até o Egito (w. 6-8). Fortificou a cidade de Jerusalém e construiu postos de vigia no deserto. Juntou um poderoso e enorme exército, muito bem equipado, e até mesmo desenvolveu novos tipos de armas para serem usadas na defesa dos muros da cidade (w. 9-15).
Como, porém, acontece com muitas pessoas que se tomam poderosas e famosas, Uzias ficou orgulhoso e desobedeceu ao Senhor. Entrou no Templo para oferecer sacrifícios, o que só os sacerdotes tinham permissão para fazer, de acordo com a Lei de Deus. Sacerdotes corajosos, liderados por Azarias, opuseram-se ao rei e denunciaram o pecado que ele cometera. Uzias aborreceu-se com os sacerdotes, mas, no mesmo instante, ficou leproso, “visto que o Senhor o ferira” (w. 1620). A lepra era um mal que impedia a pessoa de entrar no Templo e, assim, foi o castigo apropriado para o crime do rei.
2 Reis 15.1-7 relata muito pouco sobre o reinado de Uzias. Depois de ser afligido com a lepra, provavelmente teve seu filho Jotão como co-regente (v. 5), o qual posteriormente foi seu sucessor no trono (w. 13,30,32,34; veja também Mt 1.8,9).
Durante o reinado de Uzias, os profetas Isaías, Amós e Oséias fizeram pronunciamentos (Is 1.1; 6.1; 7.1; Os 1.1; Am 1.1). A preocupação deles com a riqueza e o orgulho é evidente em todas as profecias feitas naquele período. O rápido declínio de Judá nos últimos anos de reinado de Uzias era parte do juízo de Deus, que vem sobre o orgulhoso que o ignora. O Senhor enviou também um terremoto como parte do juízo sobre a nação. O tremor de terra foi tão forte que Amós o usou como referência para indicar uma data particular e o profeta Zacarias tempos mais tarde o mencionou para ilustrar o que Deus faria no final para julgar a terra (Am 1.1; Zc 14.5).
2. Filho de Uriel e pai de Saul, do clã dos coatitas, da tribo de Levi (1 Cr 6.24).
3. Pai de um certo Jônatas, o qual era responsável pelos “tesouros dos campos, das cidades, das aldeias, das torres” do rei Davi; portanto, era um dos superintendentes pessoais do rei (1 Cr 27.25).
4. Descendente de Harim, viveu no tempo de Esdras; foi um dos judeus que se casaram com mulheres estrangeiras, em vez de escolher uma esposa na tribo de Judá (Ed 10.21).
5. Pai de Ataías e descendente de Perez, da tribo de Judá. Ataías se estabeleceu em Jerusalém depois do exílio na Babilônia (Ne 11.4).
6. Asteratita, pertencia ao grupo dos “trinta” guerreiros valentes de Davi, os quais saíam com ele para as batalhas e lideravam o povo de Israel na guerra (1 Cr 11.44).
Fontes e créditos: Quem é quem na Bíblia Sagrada, editado por Paul Gardner, verbete “Uzias”, p. 652–653. Colaboração indicada na obra: Paul D. Gardner. Adaptação com ajustes pontuais.
