Adrameleque: uma divindade estrangeira e um filho de Senaqueribe
Adrameleque aparece como nome de uma divindade cultuada por estrangeiros e como nome de um filho do rei assírio Senaqueribe. São categorias diferentes e não uma única biografia (2Rs 17.31; 2Rs 19.36,37; Is 37.37,38).
O culto dos sefarvitas
Segundo Reis 17.31 menciona Adrameleque e Anameleque como deuses dos sefarvitas, associados à prática de queimar filhos no fogo. O capítulo descreve a mistura religiosa dos povos instalados na região de Samaria e denuncia a falta de fidelidade ao Senhor. Não se trata de uma pessoa histórica a quem possamos atribuir nascimento, família e morte.
O filho de Senaqueribe
Segundo Reis 19.37 e Isaías 37.38 relatam que Adrameleque e Sarezer mataram seu pai Senaqueribe enquanto este adorava no templo de Nisroque. Depois fugiram para a terra de Ararate. Esar-Hadom sucedeu o rei assírio. Os textos não apresentam uma explicação detalhada da conspiração nem autorizam inventar os motivos individuais dos filhos (Is 37.38).
A diferença entre relato e reconstrução
A história bíblica registra o ato e a fuga do filho, enquanto a outra referência descreve um culto pagão. A semelhança do nome não prova identidade entre o homem e a divindade. Estudar cada contexto impede a criação de uma história que confunda pessoas, crenças e acontecimentos.
