Acã: o pecado em Jericó e um homônimo de Seir
O Acã mais conhecido foi filho de Carmi, da família de Judá, e desobedeceu à ordem sobre os bens de Jericó. O mesmo nome, conforme a grafia da tradução, também aparece na descendência de Seir (Js 6.17-19; Js 7.1-26; Js 22.20; 1Cr 2.7; Gn 36.20,21,27).
A ordem e o que foi escondido
Na conquista de Jericó, os israelitas receberam uma orientação específica sobre o que estava destinado à destruição e sobre os metais que deveriam ser consagrados ao tesouro do Senhor. Acã tomou uma capa, prata e uma barra de ouro e os escondeu debaixo da terra em sua tenda. Ao confessar, descreveu o processo de ver, cobiçar e tomar.
A derrota em Ai e a descoberta
Depois da derrota de Israel em Ai, Josué buscou o Senhor. O pecado foi revelado, e Acã admitiu o ocorrido. Mensageiros localizaram os objetos conforme sua declaração. A história mostra que uma ação escondida podia afetar a comunidade da aliança e não era apenas um assunto privado sem consequências.
O juízo e as perguntas do leitor
Acã, seus familiares, seus animais e os bens são incluídos na cena de juízo no vale de Acor. A narrativa não descreve individualmente o conhecimento ou a participação de cada familiar. Não devemos afirmar que todos ajudaram a esconder os objetos apenas porque essa hipótese parece explicar o desfecho. Também não podemos usar esse acontecimento para autorizar punições coletivas por iniciativa de líderes atuais.
A memória do acontecimento
Primeiro Crônicas 2.7 relembra o perturbador de Israel pela forma Acar, e Josué 22 retoma o pecado como advertência. O relato confronta a tentativa de separar desejo, ação e responsabilidade. Uma confissão só depois da descoberta não muda o fato de que Acã escolhera ocultar o que havia feito (Js 22.20).
O outro registro de Acã
Gênesis 36.27 nomeia Acã entre os filhos de Ezer, no contexto dos horeus de Seir. Esse registro genealógico não pertence à história da conquista de Jericó. A coincidência da grafia não permite atribuir ao filho de Ezer o pecado de Acã, filho de Carmi (Gn 36.27).
