Davi

Davi, filho de Jessé, foi pastor, músico e rei de Israel. Sua história ocupa grande parte dos livros de Samuel e está ligada à aliança que Deus estabeleceu com sua casa, mas também a pecados graves e suas consequências (1Sm 16.11-23; 2Sm 5.1-5; 7.8-16; 11–12).
Da casa de Jessé à liderança de Israel
Ungido por Samuel, Davi entrou no serviço de Saul e enfrentou Golias. Seu destaque despertou a hostilidade do rei. Durante o período de perseguição, teve oportunidades de matar Saul, mas não tomou o trono dessa maneira. Depois da morte do rei, governou inicialmente em Hebrom e, mais tarde, sobre todo Israel (1Sm 16–31; 2Sm 2–5).
Reinado, aliança e pecado
Davi estabeleceu Jerusalém como centro do reino. Recebeu por meio de Natã a promessa referente à sua casa. Entretanto, tomou Bate-Seba e provocou a morte de Urias, numa sequência de abuso de poder e encobrimento. Confrontado, reconheceu seu pecado, mas sua família enfrentou consequências dolorosas (2Sm 5–7; 11–12).
Uma trajetória que exige leitura completa
As crises com Amnom e Absalão mostram a fragilidade da casa real. Na velhice, Davi confirmou a sucessão de Salomão. O Novo Testamento apresenta Jesus ligado à descendência davídica. Não precisamos transformar Davi num homem sem falhas para reconhecer a importância de sua história; seu arrependimento também não torna leves as injustiças que praticou (2Sm 13–19; 1Rs 1–2; Mt 1.1).
Base de identificação e referências: Theographic Bible Metadata, Robert Rouse e colaboradores. Adaptação e redação em português sob CC BY-SA 4.0.
