Aimeleque: o sacerdote de Nobe e outros registros do nome
O Aimeleque mais conhecido foi sacerdote em Nobe, filho de Aitube e pai de Abiatar. Sua história se tornou parte da violência praticada por Saul contra quem julgava apoiar Davi. Há também outros registros do mesmo nome (1Sm 21–22; 1Sm 26.6; 2Sm 8.17; 1Cr 18.16; 1Cr 24.3,6,31).
O encontro com Davi
Quando Davi chegou a Nobe, Aimeleque se surpreendeu por vê-lo sem uma comitiva. Davi alegou estar em missão do rei e pediu alimento e uma arma. O sacerdote lhe entregou pães consagrados e a espada de Golias. O texto não apresenta Aimeleque como participante consciente de uma conspiração contra Saul.
A denúncia e a defesa
Doegue relatou ao rei o que havia visto. Saul convocou Aimeleque e os sacerdotes. O sacerdote recordou a posição reconhecida de Davi no reino e declarou não saber de uma disputa que tornasse sua ajuda uma traição. Sua defesa não impediu a sentença injusta.
O massacre e o sobrevivente
Os guardas de Saul se recusaram a executar os sacerdotes. Doegue realizou a matança, que também atingiu Nobe. Abiatar escapou e procurou Davi. A narrativa expõe o uso do poder para destruir pessoas acusadas sem justiça. Não devemos atribuir à vítima uma culpa que o texto não demonstra para explicar o crime de quem a matou.
O heteu chamado Aimeleque
Primeiro Samuel 26.6 menciona Aimeleque, o heteu, quando Davi pergunta quem o acompanharia ao acampamento de Saul. Abisai é quem aceita ir. Não é o sacerdote de Nobe, já morto naquele ponto da narrativa.
O filho de Abiatar e os registros sacerdotais
Segundo Samuel 8.17 e Primeiro Crônicas 24 mencionam Aimeleque, filho de Abiatar, relacionado ao serviço sacerdotal. Primeiro Crônicas 18.16 usa a forma Abimeleque em algumas traduções. A ordem dos nomes e os paralelos exigem atenção; não devemos inverter a filiação do sacerdote de Nobe sem explicar o registro. Aías, filho de Aitube em 1 Samuel 14.3, também levanta uma questão de identificação que não pode ser resolvida apenas pela proximidade da família (1Sm 14.3).
